terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Entenda o que é um surto psicótico
É durante um surto psicótico que ocorre uma perda de realidade, onde não há diferenciação entre o mundo real e o imaginário da pessoa. "Quando a pessoa está em uma crise psicótica, ela confunde os pensamentos internos dela com o mundo real. Ela não consegue distinguir o que são os pensamentos dela e o que realmente está acontecendo no mundo", comenta o psiquiatra da Unifesp, Marcelo Fernandes.
Em alguns casos há ainda uma ruptura muito intensa no contato com amigos e com a própria pessoa. "O indivíduo começa a não se reconhecer e a não reconhecer o outro. Ele não entende a situação que está vivendo no momento, mesmo que esta seja muito intensa para ele", comenta o psiquiatra da Unicamp Mário Eduardo Costa Pereira.
Segundo Fernandes, os dois principais sintomas do surto psicótico são os delírios e alucinações. "Quando está em surto, o indivíduo não deixa de estar consciente, mas ele vê a realidade de uma maneira distorcida", explica.
Um caso freqüente entre indivíduos em surto é sensação constante de estarem sendo perseguidos. "Ele pode achar, por exemplo, que está sendo ameaçado ou mesmo perseguido. É uma sensação muito real e intensa. Nesses casos, o indivíduo pode cometer atos de violência contra pessoas próximas", relata Eli Cheniaux Junior, psiquiatra da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
A duração de uma crise psicótica varia de acordo com suas causas, e seu tratamento pode variar de acompanhamento médico ao uso de remédios. "Sob um estresse muito grande, a pessoa pode ter um surto psicótico que dure apenas horas. Esse tipo de crise, se tratada, pode não voltar a acontecer", comenta Fernandes.
No entanto, o psiquiatra Cheniaux afirma que, em sua maioria, os surtos duram, no mínimo, algumas semanas. "Casos de surtos breves e causados por um estresse muito elevado são muito raros", comenta. Ele lembra ainda que algumas vezes a crise pode estar relacionada a doenças genéticas, quadros de depressão ou de origem orgânica.
"É importante salientar que casos de crise psicótica causadas por um trauma muito brutal ocorrem geralmente em pessoas de personalidade sensível, que sempre foram tímidas e quietas, por exemplo", finaliza Pereira.
Fonte: terra
Conheça os riscos da "falsa magreza"
"Apesar de não haver estudos científicos claros sobre pacientes com peso normal e metabolicamente obesos, eles têm chances de desenvolver algumas alterações metabólicas encontradas em pessoas obesas, tais como diabetes tipo 2, aumento de colesterol e triglicérides, gota, doenças cardiovasculares, apnéia do sono e artrose", comenta o endocrinologista Walter Minicucci, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Fatores genéticos somados a uma má alimentação e a uma vida sedentária podem ser os responsáveis pelo acúmulo de gordura em excesso no corpo de pessoas magras. O alerta vem da nutricionista Fernanda Pisciolaro, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). "A genética determina o local onde essa gordura em excesso vai se depositar, mas a quantidade depende do estilo de vida de cada um", ressalta.
Em mulheres, o acúmulo de gordura extra acontece, em sua maioria, nos membros inferiores (culote, bumbum e coxas). Já nos homens, a tendência é que esse aumento predomine na região abdominal. "Na mulher, o excesso de gordura pode significar um número muito elevado de varizes ou de celulites, daquelas que marcam em uma roupa branca", comenta Fernanda.
O aumento de gordura na região do abdome pode ser um catalisador para o aparecimento de diabetes em pessoas magras. "O excesso de gordura abdominal sobrecarrega o pâncreas forçando-o a produzir mais insulina do que uma pessoa magra necessita. Com o tempo, esse esforço extra leva o órgão à exaustão", alerta Minicucci.
Como calcular a quantidade de gordura no corpo
O conhecido Índice de Massa Corporal (IMC) pode não ser de muita utilidade quando é necessário calcular com exatidão a quantidade de gordura que uma pessoa tem no organismo. "O IMC não permite diferenciar o músculo da gordura, ele é só uma estimativa", conta Minicucci.
De acordo com o endocrinologista, pessoas muito musculosas - como atletas, boxeadores e halterofilistas - podem ter um alto IMC, quando, na verdade, apresentam apenas uma musculatura muito desenvolvida. "Eles seriam considerados, erroneamente, 'gordinhos', se fosse avaliado apenas o IMC deles", afirma.
Assim, é fundamental que exames como a bioimpedância e/ou o de pregas cutâneas sejam realizados para se calcular a porcentagem de gordura corporal com maior precisão. "A bioimpedância mede por freqüência elétrica o quanto de gordura existe no corpo. Mas há ainda exames menos usados como a densitometria e a pesagem hidrostática", conta Fernanda.
Apesar de menos certeiro, pode-se ainda ter uma idéia de como anda sua saúde com a medida da circunferência da cintura. "Para as mulheres, valores acima de 80cm já representam riscos para o desenvolvimento de alguma doença cardíaca. No caso dos homens, esse valor sobe para 94cm. Pode-se ainda dividir o valor da circunferência da cintura pela do quadril. Nesse caso, resultados acima de 1, para homens, e 0,8, para mulheres, representam risco", comenta Fabiana.
Dicas para evitar o acúmulo de gordura
Uma alimentação balanceada, rica em verduras, frutas e legumes, associada a exercícios físicos freqüentes pode garantir uma melhor qualidade de vida. "É importante que se evite excessos de gordura, principalmente as animais, encontradas em cremes, embutidos e carnes gordas", orienta Minicucci.
"Fazer refeições regulares, numa média de cinco a seis por dia, e beber muito líquido também auxiliam na manutenção da baixa taxa de gordura localizada", complementa Fernanda.
Exercícios físicos rotineiros também são de fundamental importância. Segundo Minicucci, o ideal é que eles mesclem o aeróbico, a exemplo de caminhadas e bicicleta, e os de resistência, como os aparelhos de musculação de academias.
Fonte: terra
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Ereção prolongada pode causar impotência
"Essa ereção involuntária pode ser espontânea ou causada por algum agente usado pelo paciente, como as medicações injetáveis no pênis, que são usadas para a ereção", explica o urologista do Hospital Albert Einstein, Wilson Ferreira Aguiar.
O médico salienta ainda que traumas na região do períneo também levam ao priapismo. Após tombos ou quedas com lesão na área entre a bolsa escrotal e o ânus, pode surgir uma fístula responsável por deixar o pênis sempre cheio de sangue e, conseqüentemente, ereto. "Esse é um tipo considerado mais benigno, pois o sangue que fica no pênis é rico em oxigênio. Mas ainda assim é importante que se procure o médico o quanto antes", comenta Aguiar.
Homens que fazem uso de medicamentos injetáveis para ereção sem acompanhamento médico e em dosagens elevadas também correm o risco de ter priapismo. "Tanto o medicamento injetável como o em comprimido podem causar uma ereção involuntária, se usados em quantidades exageradas", comenta o urologista do Hospital do Servidor Público Estadual, Eduardo Bertero.
Conseqüências do priapismo
Com ereções que chegam a durar até 24 horas seguidas, o priapismo pode trazer seqüelas graves ao homem, caso não tratado a tempo. "A ereção não deve ultrapassar quatro horas. Depois disso, o homem corre o risco de ter fibrose, necrose, destruição do corpo cavernoso e impotência definitiva", explica Bertero.
Quanto maior a demora na procura de um médico, maiores são os riscos de seqüelas graves ao homem. "Na maioria das vezes, quando não tratado, o pênis não volta ao estado flácido. Passadas seis horas de ereção constante, já se começa a ter lesões teciduais. Com 24 horas de ereção, é quase uma certeza que o quadro vá evoluir para uma impotência sexual", alerta Aguiar.
Tratamentos para a ereção prolongada
Os tratamentos para o priapismo variam de acordo com suas causas. Nos casos onde houve uma lesão da região do períneo, a saída é fechar a artéria que sofreu um rompimento após o trauma.
Já quando a ereção prolongada é causada por doenças como a anemia falciforme ou pelo uso de medicamentos injetáveis, uma opção é fazer a drenagem dos corpos cavernosos, por meio de um método um pouco mais agressivo. "Se faz uma sangria para lavar o pênis, retirando-se uma quantidade de sangue e aplicando uma quantidade igual de soro. É um processo doloroso", comenta Bertero.
Possíveis causas:
- Homens negros que tenham anemia falciforme;
- Leucemia;
- Medicamentos injetáveis para ereção;
- Queda com lesão do períneo (tombos de skate e bicicleta, por exemplo).
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Entenda a síndrome dos ovários policísticos
Com tantas manifestações diferentes, para diagnosticar a SOP são precisos alguns exames e mesmo assim os sintomas variam muito de mulher para mulher. A síndrome é uma das causas mais comuns de irregularidade menstrual e atinge de 5% a 10% das mulheres no mundo todo. Entre outros problemas, pode ocasionar infertilidade relativa e alterações clínicas como nascimento de pêlos nas costas e nas faces (hirsutismo), acne, oleosidade no rosto, queda de cabelo e aumento de peso.
É uma síndrome crônica, ou seja, pode acompanhar a mulher desde a primeira menstruação até a menopausa, e pode se manifestar a qualquer momento da vida fértil dela.
Ao contrário do que sugere o nome, nem sempre a mulher vai desenvolver cistos nos ovários. Antes havia esse mito, por isso a síndrome foi batizada com esse nome - vale lembrar que nem toda mulher que tem cistos nos ovários sofre da síndrome. A presença dos cistos pode ser detectada por um simples exame de ultrassom.
No entanto, o ginecologista e obstetra Young Joo, do Hospital São Camilo, enfatiza que não é necessário se assustar, porque a SOP é um problema freqüente, com tratamentos relativamente simples e bastante eficazes. "Não chega a causar dor e as principais reclamações estão relacionadas às mudanças estéticas e, para quem quer engravidar, à dificuldade de ter um filho", explica, "e tudo isso é tratável".
Causas e conseqüências
A SOP é um distúrbio hormonal cujas causas ainda são desconhecidas. Tudo o que se sabe é que há maior produção de um hormônio masculino chamado androgênio e a paciente pode apresentar diferentes graus de resistência à insulina.
Os efeitos variam, por isso não se pode afirmar que o aparecimento de pêlos indica que a mulher tem a síndrome, por exemplo. É o conjunto dos sintomas que vai determinar o que deve ser tratado. O ginecologista Fábio Lopes, do Hospital São Paulo, alerta que é preciso analisar se os sintomas não são de algum outro distúrbio. "Doenças da tireóide, como hipo ou hipertireoidismo, podem ter algumas reações iguais às apresentadas na SOP. Por isso é melhor não se precipitar no diagnóstico, com o perigo de confundir as doenças", adverte.
Além disso, é comum a menstruação não ser regular nos primeiros anos da puberdade, então nada de precipitar-se em achar que a menina tem a síndrome dos ovários policísticos só por causa disso.
Em geral, a mulher com SOP pode apresentar um ciclo menstrual irregular que leva à dificuldade para engravidar; ocorre o aparecimento de pêlos em locais incomuns como na região da barba, nas costas e nos braços; podem aparecer cistos nos ovários; em alguns casos a paciente ganha peso (é raro, mas pode chegar a uma obesidade mórbida); além de problemas com acne, oleosidade do rosto e cabelos e até queda de cabelo.
No entanto, como toda doença, se não tratada a tempo a SOP pode ocasionar problemas mais graves. Mesmo que a longo prazo e apenas na minoria dos casos, a resistência à insulina pode se converter em diabetes e o aumento do endométrio (parede do útero), devido ao distúrbio hormonal, acarreta até mesmo um câncer de útero.
O mais aconselhado é realizar exames com acompanhamento médico e, de acordo com os resultados, prosseguir com o tratamento adequado.
Tratamentos
Por não se conhecerem as causas da síndrome, atualmente os tratamentos são voltados para amenizar os sintomas.
Por exemplo, para as mulheres que não querem engravidar, o mais comum é o uso de pílulas anticoncepcionais para regularizar a menstruação e balancear os hormônios femininos. Em casos mais graves, é possível utilizar algumas drogas anti-androgênio para diminuir a incidência de hormônios masculinos.
Para quem quer engravidar, costuma-se induzir a ovulação também com o uso de hormônios como a gonadotrofina coriônica humana e o citrato de clomifeno. A gravidez geralmente transcorre normalmente depois disso, sem problema nenhum. Mas atenção porque se a mulher também sofrer de resistência à insulina, mesmo em grau mais leve, há mais chances de ocorrer um aborto no primeiro trimestre.
Para combater a resistência à insulina, pode-se adotar o mesmo tratamento utilizado para diabetes, como o uso da metformina por exemplo.
Para a perda de peso, uma orientação dietética e exercícios físicos devem resolver. Na realidade, não se sabe bem a razão mas algumas vezes apenas a perda de peso já basta para que o ciclo menstrual volte ao normal, por isso é essencial manter uma rotina saudável sempre.
Para os problemas de pele e pêlos, tratamentos depilatórios e dermatológicos também são suficientes, caso os tratamentos hormonais não eliminem todos os sintomas.
"Quanto à possibilidade de desenvolver câncer, repor o hormônio progesterona já deve bastar para minimizar os riscos", conforta Joo.
sábado, 7 de junho de 2008
Controlar índice de açúcar no sangue reduz risco cardíaco em diabéticos, diz pesquisa
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Uma pesquisa divulgada na noite desta sexta-feira no congresso mundial da ADA (American Diabetes Association), em São Francisco, sustenta que diabéticos que controlam baixos níveis de açúcar no sangue contribuem para reduzir os riscos de morte por doenças no coração. O estudo, batizado de "Advance", foi realizado com 11.140 diabéticos do tipo 2 com risco ou histórico de problemas cardíacos.
A pesquisa afirma ter encontrado o nível ideal do controle glicêmico --6,5% da hemoglobina glicada (uma análise do sangue que mede a concentração de glicose nos últimos três meses). Esse índice, segundo o estudo, reduz em 12% o risco de morte por problemas cardíacos e ainda diminuiu em 14% a possibilidade de diabéticos desenvolverem problemas macrovasculares (coração) e em 6% de microvasculares (em pequenos vasos, como retina e rins).
A pesquisa foi realizada entre 2003 e 2008 pelo George Institute for International Health, de Sydney, Austrália. Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil e 250 milhões no mundo sofrem de diabetes, a maioria pelo tipo 2, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.
As conclusões contestam um estudo do governo norte-americano publicado em fevereiro, que afirmou ter detectado mais mortes por eventos cardíacos em pacientes que tiveram o índice glicêmico controlado em 6,4%. O estudo "Accord", feito com 10 mil portadores de diabetes do tipo 2 e divulgado em fevereiro de 2008, concluiu que o controle glicêmico em 6,4% aumentou o risco de morte. Os pesquisadores chegaram a interromper a pesquisa por causa do índice de mortes considerado alto.
Além de contestar os resultados do "Accord", o "Advance" conclui ainda que, com a manutenção do índice glicêmico em 6,5%, caiu em 30% o número de complicações renais nos pacientes.
"Esse é um dado bom, porque cerca de 75% dos diabéticos acabam desenvolvendo problemas nos rins em algum momento", disse o médico Leão Zagury, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e autor do livro "Diabetes sem Medo".
Durante os testes, os pesquisadores australianos utilizaram nos pacientes a substância glicazida MR (medicamento usado para reduzir o nível de glicemia) combinado a uma dieta balanceada e exercícios físicos regulares. Com essa fórmula, a pesquisa afirma ter chegado à diminuição da incidência de eventos e da mortalidade por problemas cardíacos em 12%.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Ingredientes light podem ser uma bomba para seu prato
"Vale lembrar que nem todos os produtos light possuem redução calórica e que algumas vezes essa redução é muito pequena. Assim, antes de optar pelo uso destes alimentos avalie se vale a pena consumi-los ou comer uma quantidade pequena do alimento convencional", alerta a nutricionista Fernanda Pisciolaro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
A maioria das pessoas comete esse tipo de engano, porque não sabem distinguir o light e o diet de um alimento comum. Saiba de uma vez por todas as diferenças para não cair nesta armadilha.
sábado, 17 de maio de 2008
O que acontece com o corpo na hora do sexo
O efeito dessa elevação química é imediato: a circulação sangüínea aumenta, o coração dispara, os pêlos eriçam, a pele enrubesce e a região genital, com uma grande concentração de sangue, se dilata.
Na mulher ocorre o inchaço vaginal e, no homem, a ereção. A respiração fica ofegante. Ao mesmo tempo em que a excitação cresce, outra substância entra em ação. É a endorfina, responsável pela sensação de prazer e satisfação. Nesse momento, a adrenalina está mais baixa e o organismo fica completamente inebriado pela endorfina.
O nível máximo de liberação dessa última substância corresponde ao orgasmo. É o momento no qual todas as células nervosas do cérebro descarregam seu conteúdo elétrico, promovendo o relaxamento físico total. Na mulher, durante esse clímax também é liberado outro hormônio, chamado ocitocina, responsável pela contração do útero.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Rio proíbe fumo em ambientes fechados a partir do dia 31
O decreto especifica como fumo cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou "qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco". Além de qualquer espaço coletivo fechado --como shoppings e restaurantes--, Maia também proibiu o fumo em praças de alimentação, saguões, escadas, rampas, entradas de edifícios, ante-salas e corredores. Varandas e terraços estão liberados, mas apenas se não tiverem qualquer tipo de ligação com os espaços fechados.
Segundo a prefeitura, "a iniciativa foi tomada para garantir a qualidade dos ambientes coletivos, protegendo a saúde das pessoas" e considera "os malefícios à saúde advindos do fumo passivo".
Quem descumprir a medida --fumantes ou proprietários de estabelecimentos-- será advertido e estará sujeito a multas e sanções ainda não especificadas pela prefeitura.
A fiscalização será feita por agentes da Vigilância Sanitária do município, segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio.
Os estabelecimentos cariocas terão que se adaptar à nova lei até o próximo dia 31, quando a medida entrará em vigor. O decreto determina ainda que os espaços coletivos fechados tenham cartazes que informem sobre a proibição do fumo.
sábado, 26 de abril de 2008
Por que eu engordo mesmo comendo tão pouco?
Segundo o endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Walter J. Minicucci, isso está longe de ser verdade. "Uma pessoa saudável emagrece quando passa a comer uma quantidade menor do que o necessário para manter seu peso, quando ela aumenta o gasto calórico ou quando combina as duas coisas", esclarece.
Minicucci salienta que pessoas com sobrepeso que procuram o auxílio de um spa para emagrecer comem uma quantidade muito menor do que estão acostumadas e, ainda assim, emagrecem. "Muitas vezes não temos a percepção correta do que comemos. Um exemplo é o tamanho dos pratos e copos que usamos. Se compararmos com 30 anos atrás, iremos ver que estão muito maiores", comenta.
Já a nutricionista Fernanda Pisciolaro acredita que uma redução brusca na quantidade de calorias ingeridas pela pessoa pode resultar numa baixa metabólica. "Quando há uma diminuição das calorias ingeridas, o metabolismo entra em déficit e se torna tão econômico ao ponto de consumir uma quantidade de calorias muito pequenas", explica. Assim, mesmo comendo menos por dia, a pessoa consome menos calorias, o que a faz engordar.
O adequado, nesse caso, seria uma redução máxima de 1.000cal do total gasto pela pessoa ao dia. Pode-se dizer que uma pessoa com sobrepeso gaste, em média, um valor referente ao seu peso atual vezes 35 (uma pessoa com 100kg gasta, em média, 3.500cal/dia).
Segundo Fernanda, dietas com redução drástica de calorias ingeridas simultâneas tendem a tornar cada vez mais complicada a perda de peso. "É como se o organismo se acostumasse, fica cada vez mais difícil emagrecer, porque a pessoa começa a não conseguir recuperar o gasto energético", finaliza.
Fonte: Terra Saúde
terça-feira, 15 de abril de 2008
Dormir de "barriga cheia" faz mal?
A nutricionista Caroline Bergerot discorda. "Isto não procede. O que pode acontecer ao dormir logo após a refeição é algum desconforto, como azia ou queimação", afirma. Ela ainda põe abaixo o mito de que jantar engorda. "Só engorda caso a pessoa coma demais. Mas se ela tiver uma refeição balanceada também não corre este risco."
Caroline explica que uma refeição balanceada requer alimentos mais leves, comidas menos apimentadas e sem condimentos. "Uma boa alternativa é comer saladas ou massas, já que o carboidrato é de fácil digestão", diz.
A nutricionista Fabiana Schmidt, no entanto, acredita que comer e dormir em seguida faz mal sim. "O que é mito nesta história é não poder comer carboidrato após as 18h", diz. "O problema está no horário em que a pessoa vai dormir. Ela deve aguardar obrigatoriamente duas horas para se deitar", afirma a especialista.
Fabiana afirma que o mais saudável é aguardar estas duas horas desempenhando alguma atividade, mas nada de exercícios físicos pesados. "A pessoa deve assistir à televisão ou ficar no computador para se manter acordada", aconselha.
A especialista ainda alerta para alguns incômodos ocasionados pela digestão mais lenta à noite. "Como nosso metabolismo é mais lento à noite, a digestão demorada pode provocar gases pelo aumento da fermentação da comida no intestino", diz. Fabiana dá a medida para evitar que o jantar se converta em reserva de gordura. "Sempre a janta deve ser metade ou 3/4 da quantidade do almoço."
O gastroenterologista Thomaz Szegö afirma ser benéfico descansar após qualquer refeição. "Descansar significa repousar e não dormir. O repouso é importante porque é necessário que o sangue se concentre no aparelho digestório para realizar a digestão", diz.
Seguindo esta linha de raciocínio, Szegö desmistifica a questão de entrar na água após comer. "Não há problema algum em comer e tomar banho ou entrar na banheira. O que não pode é nadar, pois há uma competição de irrigação sangüínea entre os músculos exigidos na natação e o sistema digestório", explica.
Segundo o médico, é um exagero afirmar que dormir após comer faz mal. "Deitar logo após fazer uma refeição aumenta a chance de refluxo, o que pode atrapalhar o sono", diz. O ideal, de acordo com Szegö, é não comer grande volume e evitar gorduras e frituras.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Planos de saude ampliam cobertura a partir desta quarta
Consultas com profissionais de saúde de outras especialidades que não a médica - como psicólogos, nutricionistas e fonoaudiólogos - também passam a fazer parte da cobertura obrigatória dos planos. O consumidor, no entanto, precisa observar a segmentação de seu plano de saúde (ambulatorial, hospitalar ou odontológico) para saber se terá direito a determinado procedimento.
"Caso o usuário opte somente pela cobertura ambulatorial, ele deverá estar coberto para todas as doenças que têm tratamento ambulatorial. Na cobertura hospitalar, ele terá para todos os procedimentos hospitalares”, explica o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fausto Pereira dos Santos.
Os órgãos de defesa do consumidor, como Procon e Idec, orientam os clientes de planos de saúde a estarem atentos ao comportamento das operadoras diante dos novos procedimentos. Se tiver o seu atendimento negado sem justificativa ou se não tiver acesso à lista de novos profissionais incluídos em sua rede de cobertura, por exemplo, o paciente pode denunciar a empresa à ANS.
Planos recorrem na Justiça
Na segunda-feira passada, o Sindicato Nacional das Empresas de Medicina de Grupo (Sinamge) - que representa cerca de 300 empresas de medicina de grupo filiadas à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) - e a Unimed do Brasil entraram com ações na Justiça Federal no Rio de Janeiro pedindo a suspensão dos efeitos da resolução.
Os juizes ainda não julgaram a liminar, portanto, de acordo com Fausto Pereira, “salvo algum acontecimento de última hora, a resolução entrará em vigor”. As empresas alegam que a medida resultará em aumento no valor dos planos de saúde
Veja abaixo o que muda na cobertura dos planos de saúde e quais são os seus direitos.
Rol de procedimentos
O rol de procedimentos é a referência básica para a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde privados. Ele é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar e deve ser seguido por todos os contratos de planos feitos a partir de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a Lei dos Planos de Saúde (Lei 9656). No dia 9 de janeiro deste ano, foi publicado no Diário Oficial da União a Resolução Normativa nº 167 da agência, que amplia este rol para um total de 2.973 itens e que entra em vigor nesta quarta.
Novas tecnologias
A ampliação do rol de procedimentos inclui novas tecnologias ao atendimento dos pacientes. Foi uma maneira encontrada pela ANS de atualizar a cobertura médica dos planos a partir dos avanços da medicina, que possibilitam procedimentos menos invasivos e prevenção de problemas mais sérios.
"A resolução retira e substitui procedimentos que não estavam sendo mais utilizados por técnicas mais recentes, incorpora ações de promoção e prevenção da saúde e inclui a atuação de profissionais não-médicos, como nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos", explica o presidente da ANS.
Ampliação da cobertura
Mais de 100 novos procedimentos médicos foram incluídos com a ampliação do rol. Entre eles estão:
* Consulta com nutricionista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional (máximo de 6 sessões por ano);
* Consulta com psicoterapeuta (máximo de 12 sessões por ano);
* Inserção de DIU (inclusive o dispositivo);
* Vasectomia e ligadura de trompas;
* Procedimentos cirúrgicos por videolaparoscopia;
* Tratamento cirúrgico da Epilepsia;
* Tratamento pré-natal das hidrocefalias e cistos cerebrais;
* Transplantes autólogos de medula óssea (quando a medula do próprio paciente é reimplantada);
* Mamografia digital;
* Exames de DNA para tratamento de doenças genéticas;
* Exames laboratoriais para hepatite B (teste quantitativo) e C (genotipagem) e HIV.
Segmentações
Todos os procedimentos, novos ou antigos, apenas são autorizados com solicitação médica. Ainda assim, os pacientes precisam observar qual é a segmentação da cobertura do plano de saúde que contratou. Se tiver um plano ambulatorial, sua cobertura se restringirá a consultas, exames e demais tratamentos passíveis de realização em ambulatório, ou seja, que não demandem internações.
Já um plano estritamente hospitalar cobrirá internações, mas não dará direito à cobertura ambulatorial. Planos hospitalares com obstetrícia abrangem partos e coberturas para o recém-nascido, e o plano referência é a segmentação mais ampla, que reúne todas as coberturas.
Negação de atendimento
Caso tenha o atendimento a alguns dos novos procedimentos negado, o cliente do plano de saúde deve solicitar à operadora uma justificativa.
De acordo com o Procon, a empresa precisa apontar no contrato alguma cláusula que mostre que o paciente não tem direito àquele procedimento. Se isso não for feito, ou se o cliente não compreender a justificativa, ele deve entrar em contato com um órgão de defesa do consumidor para que seja feita uma análise do contrato.
“É importante que o cliente compareça levando uma cópia de seu contrato, onde deverá estar exposta a sua ficha de adesão [se o contrato é coletivo, individual, empresarial, etc], e o pedido médico para o determinado procedimento”, aponta a técnica do Procon Renata Molina.
Se for detectada alguma irregularidade no contrato ou na negação do atendimento, o órgão de defesa do consumidor estudará qual conduta pode ser adotada pelo paciente no meio judicial.
Os clientes dos planos de saúde podem também denunciar a operadora diretamente a ANS por meio do telefone 0800 7019656. As empresas podem ser multadas em até R$ 80 mil por infração.
Acesso à informação
As operadoras tiveram quase quatro meses desde a data da publicação da Resolução nº 167 para se adaptarem ao novo rol.
A partir desta quarta-feira, elas precisam disponibilizar para seus clientes a lista atualizada de profissionais cadastrados em sua rede de cobertura na internet ou nos livros impressos, segundo o Procon.
“O consumidor precisa ter acesso às informações sobre todos os médicos conveniados. Caso a empresa não disponibilize estes dados, o cliente também pode reclamar nos órgãos de defesa”, explica Renata.
Reajustes das mensalidades
Os reajustes nas mensalidades dos planos de saúde também são de competência da ANS, que já informou que não levará em conta a ampliação da cobertura para os reajustes previstos para abril e maio. Ou seja, os valores não devem subir por causa novo rol.
De acordo com o presidente da agência, Fausto Pereira, a realização de muitos dos novos procedimentos se mostrará, a longo do tempo, vantajosa para as empresas. “O planejamento familiar, por exemplo, que no curto prazo pode ter um impacto, no médio prazo pode gerar economia para as operadoras. A mesma coisa se dará com a inclusão de novos profissionais, como nutricionistas, fonoaudiólogos”.
Planos anteriores a 1999
Os contratos firmados antes de 1999 não são regidos pela Lei dos Planos de Saúde (Lei 9656). Eles possuem cláusulas restritivas próprias e que variam de contrato a contrato. A ampliação do rol de procedimentos não se aplica para estes casos. No entanto, de acordo com o Procon, os clientes também podem questionar na justiça as eventuais cláusulas destes acordos que restrinjam determinados tratamentos indicados pelos médicos.
Tipos de dengue
A dengue chamada de clássica apresenta os sintomas próprios da doença, como forte dor de cabeça, febre alta, dores musculares e nas articulações intensas, fraqueza e falta de apetite. Neste caso, o quadro evolui naturalmente até a total cura, quando se completa o ciclo do vírus no organismo.
Dengue hemorrágica
Se a pessoa apresentar alguma debilidade no organismo, como desnutrição ou deficiência no sistema imunológico, há a possibilidade de a dengue evoluir para a forma hemorrágica.
Neste caso, o infectado apresenta manchas roxas na pele, além do sangramento de gengiva e de nariz. Fortes dores abdominais completam o quadro, pelo sangramento de órgãos internos.
Lígia ainda comenta que a pessoa pode apresentar aumento do fígado, diminuição da temperatura corporal e da pressão arterial.
Embora mais grave, a dengue hemorrágica não é letal. Ela também é curada espontaneamente. "O importante é haver o tratamento rápido e tomar medidas terapêuticas, como administração de soro, uso de antitérmicos", afirma a infectologista.
Se a pessoa for infectada pela segunda vez não significa que ela terá a dengue hemorrágica. A reincidência apenas aumenta a probalidade de a doença progredir para a hemorrágica.
Conheça os sintomas para identificar a dengue
Segundo a clínica geral e infectologista Lígia Raquel Brito Francisco da Silva, o vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. "Esse é o período que o vírus se multiplica no corpo. Após isso, a pessoa começa a apresentar os primeiros sintomas", explica.
É importante ficar alerta para os sintomas, pois eles podem ser confundidos com os de outras doenças, como a gripe. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.
A dengue é identificada pelo médico apenas pela observação dos sintomas. De acordo com o clínico geral e infectologista Paulo Olzon, o exame de sangue pode dar negativo em relação ao vírus quando a doença se encontra no estágio inicial. "O exame de sangue deve ser feito depois de duas semanas para que os anticorpos possam ser detectados na amostra", explica.
A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados, pois é esta que pode matar. "A dengue hemorrágica é extremamente rara", afirma Olzon.
Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona as dores abdominais. Apesar de trazer maior risco, este tipo da doença tem cura desde que os cuidados sejam tomados logo após os primeiros sintomas. É mais fácil acometer pessoas com organismo enfraquecido, como alguém com desnutrição ou sistema imunológico debilitado.
Tratamento
Não existe um tratamento específico para a dengue. Por esta razão, são tratados somente os sintomas, ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo.
"Dengue é uma doença benigna e que se trata em casa. O principal é a pessoa se manter em repouso", afirma Paulo Olzon.
Cura
A dengue é uma doença de cura definitiva e espontânea. Isso quer dizer que a pessoa estará sã quando o ciclo do vírus se completar no organismo. "O organismo se livra da doença quando se livra dos vírus", explica Paulo.
Medicamentos que devem ser evitados
Quando há suspeita de dengue, todos os medicamentos que sejam feitos à base de ácido acetil salicílico têm de ser evitados. "O ácido acetil salicílico diminui o número de plaquetas e interfere na coagulação", explica Olzon. Portanto, este tipo de remédio aumenta a chance de a doença evoluir para o quadro hemorrágico.
"Não se deve utilizar AAS, aspirina e melhoral, entre outros medicamentos com ácido acetil salicílico. Para a dor, deve ser utilizado dipirona ou paracetamol", afirma Lígia.
Prevenção
O infectologista Paulo Olzon acredita que a prevenção da dengue se relaciona com a consciência de cada um. "A prevenção começa ao cuidar do seu próprio espaço para evitar que se tenha água parada", afirma.
"A melhor prevenção é tentar erradicar o mosquito. Outra boa medida é usar repelente", afirma Lígia.
Medidas preventivas
- lavar pratos de plantas e xaxins com bucha para eliminar ovos do mosquito ou trocar a água por areia molhada nos pratos
- limpar calhas e lajes
- lavar bebedouros de animais com bucha, além de trocar a água
- guardar garrafas vazias com a boca para baixo
- manter o lixo sempre fechado
- tampar caixas d'água e poços
domingo, 30 de março de 2008
Por que é tão difícil emagrecer?
O deslocamento da ansiedade para o alimento é uma das causas do sobrepeso e da obesidade. É necessário que você aprenda a se monitorar e verificar se realmente descarrega na comida suas angústias e seus problemas diários. Se confirmar este comportamento, além do acompanhamento nutricional é fundamental a psicoterapia, para que você aprenda como manter o autocontrole e quais são os recursos diários práticos que você pode manter para
evitar a superdosagem de calorias, além de técnicas de solução destes problemas que o afligem. A auriculoterapia também pode ajudar muito. O estímulo de certos pontos na orelha ou aurícula evoca instantaneamente a normalização de déficits ou excessos que no momento estão disfuncionais no seu organismo. Faça sua auto-avaliação e procure ajuda antes de tornar-se obeso ou de desencadear outras patologias físicas.
Se você nota que já tem prejuízo psíquico como vergonha de comer pelo excesso de quantidade de comida que você tem necessidade de ingerir, vergonha de expor seu corpo em alguns tipos de vestimentas, baixa auto-estima entre outros procure imediatamente ajuda. Você pode desenvolver um transtorno ansioso generalizado, depressivo ou alimentar.
Cuide-se! A palavra é prevenção, e não tratamento.
Bianca Bortolini Florz é psicóloga especialista em saúde mental, psicopatologia e psicanálise pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
Larvicida ajuda Rio das Ostras-RJ a eliminar dengue
O inseticida biológico, que é atóxico e bastante eficaz contra as larvas de Aedes aegypti, começou a ser testado na cidade em 2005. No ano seguinte, passou a ser utilizado em larga escala. Os agentes sanitários - cem no total, com previsão de contratação de mais 50, segundo o prefeito Carlos Augusto Carvalho Balthazar - colocam o Bt em caixas d'água, ralos, tonéis e outros tipos de depósito de água. À população, são distribuídas embalagens de 30 mililitros, para que todos possam ajudar na luta contra o mosquito.
"As visitas são feitas diariamente; passamos de casa em casa", explicou o diretor de Vigilância Sanitária do município, Leônidas Heringer, orgulhoso. "O número do Estado está mais alto do que no ano passado, mas aqui está menor." Para o prefeito, o segredo do sucesso por lá é o comprometimento da população (que não pára de crescer; nos últimos seis anos, aumentou em 105%).
Outras cidades
Além de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, três cidades do país usaram o inseticida natural: São Sebastião, no Distrito Federal; Três Lagoas, Mato Grosso do Sul; e Sorriso, no Mato Grosso. A diferença desse produto com os larvicidas usados no Programa Nacional de Dengue é a forma de aplicação. O próprio dono da casa se encarrega de colocar as gotas do produto em áreas onde criadouros se formam.
"É uma ajuda poderosa, principalmente quando se leva em conta a resistência de moradores em deixar agentes de saúde entrarem em suas casas", afirmou a pesquisadora que desenvolveu o produto, Rose Monnerat. Feito em parceria com a empresa Bthek, o produto, batizado de Bt-horus, também é testado pelo Ministério da Saúde. Porém, não há data para o governo decidir sobre a adoção do inseticida.
Em São Sebastião, segundo o diretor técnico da Bthek, Marcelo Soares, o índice de infestação, que era de 4 (quatro focos do mosquito em cada cem casas visitadas) passou para menos de 1. Em Três Lagoas, 25 mil frascos do inseticida foram distribuídos em 9 bairros da cidade onde havia maior número de criadouros. Segundo Soares, somente cinco casos da doença foram registrados onde o produto foi aplicado. Nos 16 bairros restantes, 340 casos de dengue foram contabilizados.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Roer as unhas prejudica a saúde?
Conhecido cientificamente como onicofagia, o hábito de roer as unhas pode trazer uma série de lesões tanto para a unha, como para a região em volta dela. "Já cheguei a machucar os cantos dos dedos de tanto roer unhas. Tinham vezes que até sangrava", comenta a estudante.
Segundo a dermatologista Alba Maria Clausen Trindade, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a onicofagia pode ter conseqüências sérias, como a deformidade e até a destruição definitiva das unhas. "Se houver um dano grande na matriz da unha, ela pode não se recuperar mais, mesmo que o indivíduo pare de roê-las", explica.
A médica salienta ainda que infecções bacterianas e virais podem prejudicar a área das cutículas, dos dedos e o contorno da boca. "Pode acontecer ainda a má oclusão dos dentes em crianças, verminoses e até a destruição das falanges dos dedos das mãos", completa Alba Maria.
Mas não se engane, dizer que o hábito de roer unhas pode fazer mal ao aparelho digestório não passa de um mito. "Não há mal algum para o estômago, nem para o intestino. As bactérias que podem causar infecção na garganta, por exemplo, não danificam o estômago", explica o gastrologista Thomas Szegö.
Tratamento
Há quem opte por tentar esmaltes com gosto ou receitas caseiras para afastar as pontas dos dedos da boca, mas o método não trata a causa da onicofagia, e sim suas conseqüências. "Os métodos caseiros de usar substâncias amargas que alteram o paladar no momento de roer as unhas nem sempre têm sucesso e podem até causar aumento da ansiedade no indivíduo", explica Alba Maria.
O tratamento da onicofagia requer acompanhamento psicológico, uma vez que, em sua maioria, as causas do hábito são de fundo emocional. "Quando a pessoa está ansiosa, ela tenta de alguma maneira aliviar essa ansiedade. E roer as unhas é uma forma de aliviar os sintomas da ansiedade", explica a psicóloga Olga Tessari.
Olga comenta ainda que o tratamento mais efetivo está em tratar a fundo as causas da ansiedade da pessoa. "Pode-se até tentar passar esmaltes, mas quando as causas da ansiedade não são tratadas, corre-se o risco de desencadear outros sintomas, como comer mais, tomar calmantes, jogar ou até mesmo beber em excesso", conta.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Nova descoberta pode ajudar no tratamento da queda de cabelos
O gene é responsável por uma rara forma hereditária de calvície chamada hipotricose simples, uma doença que afeta uma pessoa a cada 200 mil e em que o doente começa a ficar careca já na infância, disseram os cientistas em um artigo publicado na revista "Nature Genetics".
"Há uma boa chance de, com base nessas descobertas, criarmos uma terapia para combater a queda de cabelo", afirmou a coordenadora da pesquisa, Regina Bertz, do Instituto de Genética Humana, em uma entrevista concedida por telefone, nesta segunda-feira.
Atualmente, há no mercado os remédios Propecia, da Merck, e o Rogaine, da Pfizer, para combater a calvície. Esses medicamentos ajudam as pessoas a preservar seu cabelo, mas não incentivam o aparecimento de novos folículos capilares.
Analisando amostras de DNA de 11 membros de uma família da Arábia Saudita que apresenta a rara doença, os pesquisadores descobriram que uma mutação no gene P2Y5 evitava a formação adequada de proteínas chamadas receptores de crescimento nos folículos capilares,.
Isso significa que o elemento necessário para estimular o crescimento dos cabelos não conseguia aderir aos receptores dos folículos, o que explicaria a perda de cabelo, afirmaram os cientistas.
A descoberta pode propiciar a fabricação de remédios que atuem sobre essas proteínas, fazendo com que aumente o número de cabelos, acrescentaram.
"Agora, podemos buscar, de forma seletiva, substâncias relacionadas que seriam usadas em tratamentos contra a calvície", disse em um comunicado Ivon von Kugelgen, que trabalhou na pesquisa no Instituto de Farmacologia e Toxicologia em Bonn, na Alemanha.
"Estamos empolgados com a possibilidade de tais medicamentos beneficiarem pacientes que apresentam vários tipos diferentes de calvície."
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Pessoas obesas ou com sobrepeso têm mais chances de ter câncer
O excesso no índice de massa corporal tanto nas pessoas com sobrepeso como nas obesas representa um importante fator de risco no momento de desenvolver alguns tipos de tumores.
A pesquisa, realizada por uma equipe da Universidade de Manchester e do Christie Hospital NHS Foundation Truste e liderada pelo médico Andrew Renehan, baseia-se na compilação de diversos estudos prévios que forneceram aos cientistas uma amostra de 282.137 casos.
O nível de associação entre o excesso de IMC e o câncer varia de acordo com o sexo e o grupo étnico, e depende também do tipo de tumor.
No caso dos homens, um aumento de 5 pontos no IMC eleva até 52% as possibilidades de sofrer de câncer de esôfago, até 33% de padecer câncer de tireóide e em 24% para os cânceres renais e de cólon.
Nas mulheres, o mesmo aumento de 5 pontos no IMC se traduz em uma alta de 59% de possibilidades de ter câncer de útero e de vesícula biliar, o de esôfago tem 51% a mais de chances de se manifestar no organismo da mulher, enquanto para o de rim o aumento é de 34%.
Quanto às diferenças entre os grupos étnicos, a associação entre um IMC elevado e as probabilidades de desenvolver um câncer são similares nos estudos realizados nos Estados Unidos, Europa e Austrália, embora a população da Ásia-Pacífico apresente uma maior associação entre o aumento do IMC e o câncer de mama.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Mais um motivo pra se mexer
A equipe de especialistas do King's College, em Londres, pesquisou 2.401 gêmeos e observou que os que eram fisicamente ativos durante seu tempo de lazer eram também "biologicamente mais jovens" do que os que não se exercitavam.
O estudo, publicado na revista especializada "Archives of Internal Medicine", aplicou um questionário sobre o estilo de vida dos participantes e retirou amostras de sangue para fazer uma análise do DNA de cada um.
Os pesquisadores identificaram que os telômeros - seqüências de proteína encontradas nas extremidades do DNA - tinham menor tamanho entre os gêmeos sedentários.
Os cientistas esclarecem que os telômeros oferecem proteção às células, mas conforme as pessoas vão envelhecendo, eles vão naturalmente diminuindo de tamanho, deixando-as mais vulneráveis a danos e à morte.
Estresse
Ao examinar células sangüíneas do sistema imunológico, os pesquisadores observaram que os telômeros perdem, em média, 21 de seus componentes - os nucleotídeos - por ano.
E concluíram que os telômeros dos mais sedentários tinham 200 nucleotídeos a menos, o que significa uma redução do seu comprimento.
Os mais ativos tinham telômeros de tamanho equivalente ao dos sedentários até dez anos mais jovens, apontou o estudo.
"Os resultados sugerem que adultos que se envolvem em atividades físicas regularmente são biologicamente mais jovens do que os sedentários", afirmam os especialistas.
Os pesquisadores ainda sugerem que pessoas sedentárias podem estar mais vulneráveis a danos celulares por diversos fatores, entre eles o estresse, que teria um impacto direto no tamanho dos telômeros.
E os exercícios físicos, afirmam, poderia ser uma boa arma no combate aos níveis de estresse.
"O estudo transmite a mensagem que poderia ser usada por médicos ao promoverem o efeito potencial dos execícios físicos para retardar o envelhecimento", dizem.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Pilula anticoncepcional pode proteger contra câncer de ovário
A equipe de cientistas da Universidade de Oxford acredita que a crescente popularidade da pílula poderá, num futuro breve, evitar 30 mil casos de câncer de ovário todos os anos.
O estudo, publicado, na revista "The Lancet", baseou-se em dados compilados em 45 estudos realizados anteriormente.
A ligação entre contraceptivos orais e baixas taxas de câncer nos ovários é amplamente conhecida, mas o novo estudo é um dos mais precisos ao retratar o grau de eficácia do medicamento ao longo da vida da mulher.
Acesso
Os especialistas afirmam que apesar de as doses hormonais encontradas nas cartelas modernas serem pelos menos a metade das contidas nas pílulas dos anos 60 e 70, o nível de proteção contra tumores continua o mesmo.
Ainda segundo os pesquisadores, a proteção contra o câncer pode permanecer por décadas depois que a mulher pára de tomar a pílula.
Outros estudos, no entanto, concluíram que o uso do contraceptivo por mais de oito anos pode estar associado a um aumento do risco de desenvolver câncer de mama e de colo do útero.
O coordenador da nova pesquisa, Richard Peto, afirmou que mulheres jovens não precisam se preocupar com os riscos.
"A redução no (número de casos de) câncer de ovário é maior do que o aumento da incidência de outros tipos de câncer", disse Peto.
O editor da Lancet, Richard Horton, disse que os resultados do estudo podem ser um bom argumento a favor de facilitar o acesso à pílula.
"Há poucos medicamentos que conferem uma proteção eficaz e duradoura contra o câncer. Nós defendemos o acesso direto ao medicamento, que pode não somente prevenir contra o câncer, mas também salvar a vida de dezenas de milhares de mulheres", disse Horton.
Saiba como evitar lesões na coluna
Um deles é permanecer muito tempo na mesma posição, principalmente quem passa horas e horas sentado. Em situações assim, é comum a pessoa buscar posições aparentemente mais confortáveis, porém, com posturas inadequadas. Um exemplo: quem senta com a coluna "torta" e apoia os cotovelos na mesa.
Outro fator que pode comprometer seriamente a coluna a longo prazo é o sedentarismo, principalmente se a pessoa estiver acima do peso. Nesses casos, quem vai suportar o peso do corpo é a coluna.
Tratamentos diferentes
A fisioterapia é uma das alternativas mais procuradas pelas vítimas de males da coluna. No entanto, os casos de desvios estruturais, causados por doenças, exigem tratamentos mais complexos, como o uso de aparelhos ortopédicos e coletes e até mesmo cirurgias corretivas.
Atualmente, cerca de 80% das dores e incômodos sentidos por adultos nessa região do corpo estão ligados a lesões nos discos localizados entre as vértebras da coluna. Esses discos são estruturas moles, feitas de cartilagem, que funcionam como amortecedores de impacto de movimentos e sofrem um desgaste natural ao longo da vida.
Mas, se a pessoa tiver uma vida sedentária, excesso de peso e postura inadequada, esses desgastes aceleram e podem provocar conseqüências graves. Por isso, quem já sentiu incômodos na coluna deve procurar um médico o mais rápido possível, pois a dor é o primeiro sinal de que as coisas não vão bem.
O Dia
Dez erros mais comuns na hora de caminhar
A caminhada é uma das opções simples e prática. Não requer investimento financeiro, pode ser praticada a qualquer horário, por qualquer pessoa. Segundo o médico e cirurgião especializado em ortopedia, Dr. Fabio Ravaglia, presidente do Instituto de Ortopedia & Saúde, a caminhada é um dos exercícios mais democráticos e eficazes que existe.
"Todo mundo pode praticar, melhora a respiração, a circulação sangüínea, a postura, aparecimento de varizes, hipertensão", afirma Ravaglia. "Além de combater problemas físicos, este tipo de atividade é excelente para a socialização", acrescenta.
Entretanto, Ravaglia alerta que é preciso tomar algumas precauções para que sua saúde não acabe sendo prejudicada. Em entrevista ao Terra , o ortopedista apresentou algumas dicas que podem aperfeiçoar a prática da caminhada.
1) Evitar passos largos
Passos largos não são recomendados. Há o perigo de cair, além do risco de torções. Se alguém quiser andar mais rápido, deve dar passadas curtas, com um intervalo de tempo menor.
2) Cuidado com a forma de pisar no chão
Deve-se evitar pisar com a ponta do pé ou "marretar" o chão, dando pisadas muito fortes. O correto é primeiro aterrissar o pé no solo com o calcanhar, rotar e aterrissar a planta do pé.
3) Postura errada é prejudicial
A postura é outro detalhe muito importante que deve ser levado em consideração. É preciso caminhar como se estivesse olhando a 20m à frente, com a cabeça na altura dos ombros, contraindo o abdome e alternando entre os pés e os braços. Quando o pé direito vai à frente, o braço esquerdo vai também e vice-versa.
4) Não caminhar com pesos
Se a intenção é definir as pernas, caminhar com peso não é a saída. Outras opções como musculação devem ser consultadas. Caminhar com pesos pode lesionar a coluna, causando dores nas costas.
5) Atenção ao tipo de calçado
Se o calçado não for apropriado, ele não amortecerá bem o chão e, dessa forma, podem ocorrer dores nas costas e na canela. O tênis é ainda a melhor saída, mas se for apertado, por exemplo, pode contribuir para o aparecimento de bolhas nos pés. A meia também precisa ser corretamente escolhida. A melhor opção são meias que evitam o deslizamento dos pés dentro do tênis, como aquelas que têm solado antiaderente.
6) Hidratar-se é fundamental
É preciso beber água antes, durante e depois da caminhada. A hidratação é muito importante para evitar o aparecimento de câimbras. Mas, até mesmo para beber água existe uma forma correta: pequenos goles, para não distender o estômago e causar enjôos.
7) Atenção com a alimentação
Caminhar em jejum pode ser algo muito arriscado. A pessoa pode sentir tonturas e até mesmo desmaiar. Deve-se fazer refeições leves, como uma boa fruta, fibras ou derivados de leite.
8) Nada de hiper-treinamento
A caminhada deve ser feita de forma gradual. Não se pode querer de um dia para o outro andar grandes distâncias e muitas vezes por semana. Isso além de causar dores musculares pode ser um fator inconsciente de surgimento de estresse. O ideal é começar com 30 minutos, três vezes por semana, em terreno plano.
9) Não esquecer o alongamento
O alongamento ajuda na agilidade, facilitando a caminhada. Deve-se aquecer os músculos antes e depois da caminhada.
10) Horário ideal
Caminhadas pela manhã são excelentes para estimular e preparar o organismo para o dia todo. Mas nada contra quem quiser dormir até um pouco mais tarde e praticar exercícios só no final do dia. Os melhores horários são entre 9h e 11h, por causa dos raios solares e depois das 16h. E sempre passar o protetor solar. Caminhar à noite também é uma opção para quem fica fora o dia todo, mas para isso é necessário escolher lugares bem iluminados e tomar cuidado com a segurança.
Após tomar todas as precauções, é só se divertir e aproveitar o que uma boa caminhada pode oferecer. Chamar os amigos, além de tornar o exercício mais agradável, garante que você tenha motivação para continuar cuidando da sua saúde.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Radiacao do celular atrapalha o sono, diz estudo
Um estudo realizado por pesquisadores americanos apontou que a radiação emitida pelo telefone celular pode afetar o sono.
O trabalho, realizado por especialistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, expôs 71 homens e mulheres com idades entre 18 e 45 anos à radiação do celular durante o sono.
Os pesquisadores observaram que as fases iniciais do sono foram diretamente afetadas e que outras, importantes para a recuperação dos desgastes sofridos durante o dia, também foram atingidas pelas radiações.
A pesquisa ainda mostrou que as pessoas que dormem próximas ao telefone celular sofrem mais de dores de cabeça.
Audição
Estudos realizados anteriormente já tinham apontado outros malefícios do uso do celular. No ano passado, cientistas indianos mostraram que usar o aparelho mais de uma hora por dia pode causar danos à audição.
Na pesquisa, os especialistas analisaram cem pessoas que usaram seus celulares por mais de uma hora por dia durante quatro anos. Eles observaram que os participantes começaram a confundir sons de alta freqüência, como os de palavras que se iniciam com as letras s, f, t e z.
Além disso, pesquisadores israelenses acreditam que o uso do telefone celular por apenas cinco minutos diários já pode ser o suficiente para acelerar a divisão das células. Os especialistas explicaram que a divisão celular é um processo que ocorre naturalmente quando há crescimento ou renovação dos tecidos, mas também pode provocar câncer.
Estado de SP tem três casos confirmados de febre amarela
A terceira vítima do Estado, que foi confirmada hoje, é moradora de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e esteve em Bonito, no Mato Grosso do Sul, no final do ano passado.
Ela ficou internada no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Caetano, onde foi diagnosticada a doença. A mulher foi tratada e já recebeu alta. Segundo a prefeitura de São Caetano, ela está recebendo acompanhamento médico em casa.
Dos 11 casos suspeitos da doença descartados pelo Ministério Público, quatro são do Estado de São Paulo --capital, Santa Barbara d'Oeste, São Bernardo do Campo e Ribeirão Preto.
No total, o Ministério da Saúde ainda investiga outros nove casos suspeitos da doença.
Sob controle
Nesta quinta-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reafirmou que a situação da febre amarela no país está sob controle. No entanto, admite que podem ocorrer novas mortes entre os casos suspeitos da doença.
"A população pode ficar tranqüila. Todas as pessoas que viajarão para áreas de mata devem se vacinar e só viajar dez dias após a vacinação", afirmou.
De acordo com a Secretaria de Vigilância Sanitária, dos 30 casos suspeitos da doença em 2008, dez foram confirmados --sete mortes notificadas e três vítimas em recuperação. Outros 9 casos estão sob investigação e sete foram descartados.
O ministro diz acreditar que algum desses casos suspeitos podem ser confirmados como febre amarela.
No entanto, ele explica que não é o caso de preocupação por 100 milhões de pessoas foram vacinadas nos últimos dez anos --prazo de validade da vacina. O número é a quantidade de vacinas que a Fiocruz distribuiu no país em dez anos.
Temporão pediu ainda que as pessoas já vacinadas não tomem outra dose, já que isso pode implicar riscos para a saúde --além de uma eventual falta para a população ainda não imunizada.
Folha Online
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Suplementos de cálcio podem ser ruins para o coração
Ministerio confirma 10 casos e sete mortes por febre amarela no país
Todos os casos confirmados tiveram Goiás como local suspeito de contaminação. Um deles é de um paciente de São Caetano, que viajou para o Estado, contraiu a doença e agora está hospitalizado. Também foram confirmados ontem dois casos de pacientes da cidade goiana de Luziânia. Um dos pacientes está em recuperação e o outro morreu.
O Ministério da Saúde confirmou ainda que o empresário de Abadiânia, que havia sido internado e faleceu em Brasília, estava contaminado por febre amarela. Desde dezembro, já foram vacinadas 5 milhões de pessoas contra febre amarela - quase metade do que em 2007. Ano passado, foram aplicadas no País 11,5 milhões de doses contra a doença.
Apesar de o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ter ocupado rede de rádio e TV no domingo para garantir que não há risco de epidemia da doença, a procura pela vacina continua intensa em todas as regiões do País. Esta semana, o Ministério da Saúde recebeu encomendas para repor estoques do produtos de vários pontos do Brasil. Amanhã deverão ser enviadas 100 mil doses do produto para Minas Gerais, 200 mil doses para Goiás, 100 mil doses para Tocantins, 100 mil doses para São Paulo, 100 mil doses para Paraná e 50 mil doses para Mato Grosso do Sul.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Rubeola cresce entre os homens
Segundo o especialista, o fenômeno se deve a um outro surto da doença que ocorreu no começo da década. "Naquela ocasião, a campanha de vacinação privilegiou as mulheres", diz Johanson. Assim, de acordo com o infectologista, os homens ficaram mais suscetíveis. A transmissão da doença ocorre pelas vias aéreas, por contato com pessoas infectadas - por meio de gotas de saliva - e ainda por via placentária. A rubéola é mais comum na infância, mas pode ser prevenida.
A vacina tríplice viral (para rubéola, sarampo e caxumba) faz parte do calendário oficial do Ministério da Saúde e deve ser tomada a partir do primeiro ano de vida, com reforço aos 4 anos. Adultos que não se vacinaram e ainda não tiveram a doença também podem procurar um posto de vacinação. Especialistas, como Paulo Olzon, chefe da Disciplina de Clínica Médica da Unifesp, acreditam que o ex-big brother Gustavo não tomou a vacina quando era criança - ou tomou apenas a primeira dose. O descuido vai custar a ele alguns dias de cama.
Agência Estado
Efeitos do alcool
De acordo com os autores, a pesquisa levou a descobertas de grande importância para estudos sobre alcoolismo e sua interferência no comportamento sexual masculino. O estudo é o primeiro a caracterizar efeitos da exposição crônica ao álcool em moscas-das-frutas.
Segundo o neurocientista Kyung-An Han, líder do grupo, informações derivadas do trabalho poderão servir como base para estudos semelhantes em outros animais, incluindo o homem.
Os pesquisadores administraram doses diárias de etanol a moscas-das-frutas de modo a simular o hábito do consumo freqüente de bebidas. O grupo investigou diversos fatores que influenciam os efeitos do etanol, como experiência anterior, idade e características genéticas e celulares.
Uma das descobertas da equipe foi identificar moléculas fundamentais para a desinibição induzida pelo álcool. A equipe verificou que a dopamina é um mediador-chave para a corte induzida entre machos.
Outra conclusão do estudo é que a exposição repetida ao etanol fez com que machos passassem a procurar com maior freqüência a relação com outros machos.
Os pesquisadores suspeitam que o que chamam de "sensibilização comportamental" resulte de mudanças adaptivas nas células cerebrais induzidas pelo consumo crônico de álcool. Na continuação do estudo, pretendem usar a sensibilização como um modelo para estudos fisiológicos de comportamentos ligados à dependência química.
Outra conclusão dos pesquisadores é que, à medida que as moscas ficam mais velhas e suas capacidades cognitivas declinam, elas tornam-se mais suscetíveis aos efeitos negativos do etanol.
A pesquisa mostrou que, sob efeito do álcool, machos de meia-idade e idosos (de duas a quatro semanas) tiveram propensão maior para o contato desinibido com outros machos quando comparados com indivíduos mais jovens, com cerca de quatro dias.
UOL Saúde
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Mulheres que deixam religião têm mais risco de alcoolismo, diz pesquisa
Os especialistas, da Universidade de Temple, na Filadélfia, analisaram 718 adultos e concluíram que entre as mulheres que haviam deixado de freqüentar a igreja, 21% apresentaram sintomas de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao excesso de bebidas alcoólicas.
O mesmo, no entanto, não foi observado entre os homens. O trabalho, publicado na revista especializada "Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology", apontou que os homens que deixaram de praticar sua fé tinham menos chances de sofrer de depressão do que os que compareciam à igreja regularmente.
Para a coordenadora do estudo, Joanna Maselko, as mulheres sofrem mais ao se afastarem da religião porque também têm mais chances de perder amigos e se afastar da "rede social da igreja".
"As mulheres são normalmente mais integradas às redes sociais de suas comunidades religiosas. Quando deixam de ir à igreja, perdem o acesso a esta rede e todos seus benefícios potenciais", observa Maselko.
Já os homens, afirma Maselko, "não parecem ser tão integrados à comunidade religiosa, portanto não sofrem com as possíveis conseqüências se abandonam a igreja".
Para a coordenadora do trabalho, é possível "ter um melhor entendimento da relação entre saúde e espiritualidade quando conhece a história religiosa de uma pessoa".
Fonte: uol saúde
Estudo revela que três noites de insônia aumentam o risco de diabetes
Por efeito da diminuição da tolerância à glicose, os resultados de três noites dormindo mal equivale a ganhar entre 8 e 13 kg de peso, segundo o estudo dos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Chicago.
Os cientistas acreditam que, se é possível que a capacidade do organismo de produzir glicose se adapte a um processo crônico de privação do sono, é provável também que os pobres padrões de sono nas pessoas mais velhas velhas e mais obesas possa incidir no desenvolvimento da diabetes.
O sono profundo é considerado a forma de dormir mais revigorante, tanto física quanto mentalmente.
"Estudos anteriores realizados por nosso laboratório demonstraram as conexões existentes entre os problemas do sono e as mudanças de apetite, as alterações metabólicas, a obesidade e o risco de diabetes", explicou a autora do estudo Eve Van Cauter.
"Estes resultados fortalecem estes vínculos e somam o papel desempenhado pela má qualidade do sono, que pode estar associada ao envelhecimento", acrescentou.
Nove pessoas saudáveis e magras, com idades entre 20 e 31 anos, passaram cinco noites num laboratório que estuda o sono. Elas foram dormir às 23hOO e acordaram às 7h30.
Os pacientes não foram perturbados durante as duas primeiras noites, mas, a partir da terceira, alto-falantes situados junto às camas emitiram sons de baixa intensidade cada vez que o cérebro dava mostras de entrar em sono profundo.
Os sons não eram suficientemente fortes para despertar os pacientes, mas rompiam 90% dos episódios de sono profundo dos voluntários.
Isso simulou o padrão do sono habitual nas pessoas mais velhas de 60 anos, que, no geral, dormem profundamente apenas 20 minutos por noite, enquanto que uma pessoa jovem alcança entre 80 e 100 minutos.
Depois de ter dormido noites com perturbação do sono, a sensibilidade à insulina dos voluntários diminuía 25%, o que significa que necessitavam de mais insulina para dispor da mesma quantidade de glicose.
Mas a secreção de insulina não foi aumentada em oito voluntários e, em conseqüência, os níveis de glicose no sangue dos indivíduos aumentou 23%.
Dado que, com o envelhecimento, se reduzem os episódios de sono profundo e os obesos também apresentam transtornos do sono, os resultados desse estudo "sugerem que as estratégias para melhorar a qualidade do sono, assim como a quantidade, pode ajudar a prevenir ou atrasar o aparecimento de diabetes do tipo 2 em populações de risco", concluiu Van Cauter.
Fonte: uol saúde